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Esmeraldas, rubis e diamantes. Saiba como a PCDF faz perícia em joias apreendidas com criminosos

Perícia em Joias

06/09/2021 21h34
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Por: Redação Fonte: https://www.metropoles.com/

Usadas para pagamentos de dívidas e, sobretudo, na lavagem de dinheiro, as pedras preciosas estão cada vez mais presentes em operações policiais no Distrito Federal. Reconhecer a autenticidade e estimar o valor econômico são medidas cruciais para a investigação e o processo judicial. Na capital federal, a Seção de Merceologia forense do Instituto de Criminalística (IC) é a responsável por periciar as gemas.

O trabalho dos peritos criminais é especializado e cercado de detalhes. Cor, brilho, tamanho, grau de transparência e lapidação das pedras são os fatores cuidadosamente verificados e registrados em laudo. Segundo a perita Paula Giuberti Coutinho, por ano, são analisadas cerca de 500 pedras preciosas na seção. Demanda que vem aumentando nos últimos anos.

“Percebemos um maior número de apreensão em operações contra a lavagem de dinheiro e crimes contra o consumidor, em que pedras sem valor são anunciadas como preciosas. Com relação à lavagem de dinheiro, as gemas caem como uma luva. Tem valor agregado, são pequenas, fáceis de transportar e a legislação vigente no país é frágil”, explica.

Paula destaca que o trabalho apresenta desafios, pois o Brasil é um dos maiores produtores de pedras preciosas. A perita acrescenta, entretanto, que a lapidação ainda não é feita em solo nacional. É necessário exportar o material bruto para outros países e importar após lapidado. O trânsito das pedras entre diferentes nações e a falta de regulamentação rígida abrem espaço para as mais diversas fraudes.

https://youtu.be/EFjz-cnyMxU

Identificar e classificar

As principais pedras apreendidas em Brasília são: diamante, esmeralda, rubi e safira. Para separar o joio do trigo e identificar o que realmente tem valor, os peritos criminais contam com auxílio de equipamentos que ajudam a ter uma visão perfeita dos aspectos de cada uma.

O olhar atento associado à técnica faz com que os profissionais atestem se a pedra é natural, sintética (criada em laboratório), ou simplesmente pedaços de vidro (uma falsificação).

“É preciso identificar e classificar. Muitas vezes, a pedra pode ser natural, mas não possuir valor gemológico. Um dos principais motivos é o excesso de inclusões (marcas deixadas pela natureza no interior das pedras). Se há muitas, a pedra fica opaca, o que pode fazer com que uma esmeralda passe a valer cerca de R$ 10”, alerta Paula Coutinho.

Após uma série de testes, o perito criminal é capaz de determinar com precisão qual é a pedra em questão, passando em seguida a fazer a avaliação do lote, que levará em conta, entre outros fatores, o valor de mercado da pedra, sua coloração – que não deve ser nem muito clara nem muito escura e obedecer a uma escala predeterminada -, grau de pureza da pedra – que deverá ter poucas inclusões -, além do tamanho e da forma. Quanto mais pesada, maior o quilate e, consequentemente, mais alto será o valor de mercado, cotado sempre em dólar.

“Geralmente, recebemos as pedras em colares, anéis, pulseiras e relógios, mas há casos de apreensões de pedras brutas. Algumas já chegaram com o laudo de avaliação, entretanto, quando verificamos, tratava-se de um bem com valor irrisório”, conta a perita.

Nos últimos meses, a seção fez a avaliação econômica de pedras de rubi avaliadas em US$ 144 mil. Contudo, após a perícia, foi certificado que os itens não tinham valor, eram rubis naturais. Porém, completamente opacos.

O destino final das peças varia de acordo com cada caso. Se houver vítimas identificadas, elas são devolvidas. Em casos de lavagem de dinheiro, por exemplo, as joias costumam ser colocadas em leilões judiciais.

Anel de brilhante

Uma das joias de maior valor já avaliadas pelo Instituto de Criminalística é um anel de brilhantes e esmeralda que, em 2017, valia cerca de R$ 110 mil. A peça é da loja americana de luxo Tiffany & Co.

O anel é resultado de uma megaoperação deflagrada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), há quatro anos. À época, a Polícia Civil do DF (PCDF) prendeu sete suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furtar condomínios de luxo, no Brasil e no exterior. No total, mais de R$ 5 milhões em joias, bolsas importadas, relógios e bebidas foram recuperados.

 

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