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Especialista que analisou dados do SUS se diz surpreso com número de mortes de vacinados

Especialistas analisaram dados do SUS

14/10/2021 16h39
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Por: Redação Fonte: https://terrabrasilnoticias.com/
Especialista que analisou dados do SUS se diz surpreso com número de mortes de vacinados

Lorenzo Ridolfi falou sobre seu trabalho de “garimpagem” nos dados do SUS onde acabou descobrindo que vacinados estão morrendo mais que não vacinados

Em entrevista exclusiva ao site Brasil Sem Medo, o especialista em armazenamento de dados e Ph.D em Ciência da Computação, Lorenzo Ridolfi, disse estar surpreso com o número de mortes de pessoas vacinadas registradas no sistema de vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do Sistema Único de Saúde (SUS). Por iniciativa própria, Ridolfi tem feito um trabalho de “garimpagem” nos dados brutos do SUS e revelado, a cada semana, que vacinados estão morrendo mais que não vacinados. 

Até o dia 24 de setembro de 2021, o SRAG havia registrado a morte por covid-19 de 19.600 pessoas vacinadas. Além de possíveis óbitos de outras causas que não há registros. Apesar de já ser um número alarmante, o especialista chama atenção para o fato desse dado estar subnotificado, uma vez que o SUS só intensificou o preenchimento do sistema a partir de junho, quase seis meses depois do início da vacinação.

Na última atualização do sistema, feita na quarta-feira (06), o especialista voltou a confirmar a superioridade do número de óbitos de pessoas totalmente vacinadas quando comparado aos não vacinados.

“Quanto a divisão dos óbitos entre vacinados, parcialmente vacinados e não vacinados, agora que já temos um maior preenchimento dos dados, já fica mais claro que infelizmente a maioria dos óbitos é de vacinados”. lamentou Ridolfi ao publicar a atualização no Twitter.

“Na área amarela, tipicamente mais de 75% dos óbitos já foram computados nos sistemas do SUS, mas não chegaram a 100%. Na área vermelha, menos de 75% dos óbitos foram computados. Eu meço esse atraso sempre e reajusto as barras. A área pintada de amarelo é quando ainda há alguma incerteza devido ao atraso e a vermelha onde há muita incerteza em relação ao atraso. Note que os não vacinados já são maioria antes de chegar na área amarela, ou seja, quando os números já estão consolidados e não vão mudar mais”, explica.

O especialista faz questão de esclarecer que não é contrário às vacinas, apenas busca entender a eficácia dos imunizantes com precisão e, no momento, os números o estão surpreendendo.

O trabalho de Ridolfi tem chamado a atenção de jornalistas independentes e de autoridades do governo que buscam entender o real custo benefício das vacinas experimentais. O especialista conta que teve dupla motivação para realizar o trabalho. De um lado a exploração midiática das mortes e do outro, a incompetência do governo em reunir e relatar os dados.

“Primeiro, gostaria de deixar claro que como profissional, eu sempre me fixo na análise dos números. Não emito opinião pessoal, apenas analiso números. E, a minha maior motivação se deu pelo fato dos jornais brasileiros explorarem (negativamente) o número de óbitos notificados a cada semana. O Brasil segue uma metodologia internacional de óbitos notificados, ou seja, os óbitos que foram confirmados naquela data e, como os óbitos não são apurados no final de semana, sempre acontecia dos jornais explorarem os números na terça-feira como sendo as mortes daquele dia, quando na verdade eram números de todo o final de semana. Por outro lado, há uma deficiência do governo em relatar os dados reais. Por isso, meu site virou quase que fonte exclusiva. Isso é impressionante. Para mim é mais descrédito do governo do que mérito meu”, diz o especialista. 

Ridolfi enfatiza que os números deveriam ser analisados com mais seriedade e que a defesa ou condenação irracional das vacinas tem prejudicado o debate sobre o tema. 

“O que a gente tem que entender é que tem poucos dados no mundo. Na Inglaterra, país que tem maior abertura, a gente consegue ver que a situação não é tão tranquila quanto o pessoal fala, mas é um absurdo porque virou até religião […] Você falar contra a vacina… o que está tendo de brigas até na família de médicos que se negam a tomar as vacinas… O grande problema é que nós não temos dados dos efeitos colaterais, infelizmente. Eu sempre falo que tudo na vida como na medicina é custo benefício”, diz o especialista.

Ridolfi lamenta que a população não esteja sendo devidamente informada sobre os eventuais riscos das vacinas e cita o caso da Coronavac.

“Por exemplo, um senhor hipertenso, 80 anos de idade, que tem grande risco de ser vítima da covid-19… talvez compense tomar a vacina, mas a pessoa tem que ter todas as informações. Quando você vê o número de óbitos por Coronavac, que é muito maior que o resto, caramba! Quem tomou a Coronavac está preocupado. E essa nova mistura de Coronavac e Pfizer… ninguém testou isso em laboratório antes. Então é outro risco. Será que compensa? Não dá para dizer. É tanta confusão que parece que estamos dentro de um filme. Eu só consigo afirmar o que os números falam”, ressalta.

O gráfico divulgado na quarta-feira (06) mostra claramente que vacinados estão morrendo mais que não vacinados. Ridolfi chama atenção para o mês de agosto, destacado pelo especialista por ser o mês que teve uma maior inclusão de dados no SRAG. 

“Você tem todo um atraso no registro dos óbitos. Demora uns vinte e poucos dias para você ter certeza que todos os óbitos foram lançados no sistema do SUS. Então, você tem vinte e poucos dias em que os dados não são confiáveis. E, só recentemente é que o pessoal começou a colocar no sistema e a informação começou a ter 70%, 75% de preenchimento no mês de agosto. Então, eu separei o mês de agosto para termos uma fotografia de um momento próximo, ou seja, com mais preenchimento de dados de vacinas, mas não tão próximo que o atraso favorecesse” explica Ridolfi. 

O especialista organizou os dados de agosto em uma tabela onde separa o número de óbitos por marca de vacina.

“Na faixa etária que vai dos 70 aos 80 anos ou mais, quase 48% dos óbitos são de vacinados e dessas duas faixas, não temos informação sobre 25% das mortes, ou seja, a mortalidade pode ser ainda maior. Eu mesmo fiquei surpreso com essa mortalidade”, comenta Ridolfi ao analisar os dados do mês de agosto.

O especialista reforça as suspeitas sobre a subnotitifcação as mortes e diz que ao buscar informações junto ao Ministério da Saúde, também se deparou com as dúvidas do Minístério que não pode afirmar se, por exemplo, todos os hospitais estão preenchendo os dados ou não. 

“No fundo, o meu trabalho foi para tentar entender essa confusão, esse novelo de dados do governo, destrinchar isso e tentar entender a real eficácia das vacinas, pois não adianta só olhar os números absolutos”, finaliza. 

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